O crescimento dos eventos “drive-in”

 

O setor de eventos foi um dos mais impactados pela Covid-19 e foi paralisado no mundo inteiro por conta da pandemia do coronavírus. No Brasil, o setor volta, aos poucos, a se movimentar. Shows, festas e diversos tipos de entretenimento se adaptaram à nova realidade através do drive-in.

Esse é um formato razoavelmente seguro de lazer e uma alternativa para as empresas de entretenimento voltarem a faturar. O modelo, que para muitos organizadores de eventos ainda é uma novidade, está atento aos novos protocolos de segurança..

Normas rígidas

A realização de eventos culturais no estilo drive-in deve observar, além de todas as questões administrativas usuais, os protocolos sanitários. Dentro do cenário de pandemia que vivemos hoje, o diferencial do modelo drive in será justamente o de lidar com as medidas sanitárias.

Nos espaços a céu aberto que recebem o drive-in, não deve haver contato entre equipe e funcionários e o público, respeitando o distanciamento mínimo de 1,5 m entre carros. Para garantir qualidade de som, em muitos casos o áudio dos filmes é transmitido dentro dos próprios veículos por meio de estações de rádio específicas.

O Governo do Estado de São Paulo, por exemplo, criou protocolos específicos para cada setor. Para o setor “Economia Criativa”, especificamente drive in, algumas das diretrizes são:

  • Manter distância de 1,5 metro entre os carros
  • Limitar a ocupação a 4 pessoas por veículo
  • Sair dos carros apenas para uso do banheiro
  • Uso de máscaras dentro dos carros.
  • Intervalo entre as sessões para higienização do local.

A origem do entretenimento drive-in

A exibição de filmes em espaços abertos surgiu nos EUA em 1933, na cidade de Camden, em Nova Jérsei. A invenção do primeiro cinema nesses moldes, originalmente chamado de Park-In Theater, é atribuída a Richard Hollingshead (1900-1975), então gerente de vendas da empresa de autopeças de seu pai.

Eles se tornaram um ícone da cultura americana da década de 1950 a meados dos anos 1960, quando o número de drive-ins nos Estados Unidos ultrapassou 4.000. No Brasil, os drive-ins chegaram apenas no fim dos anos 60. Em 1973, foi instalado, em Brasília, o Cine Drive-in, que funciona até hoje.

A retomada de eventos culturais é uma ação necessária e urgente para o setor. No pós-pandemia, o modelo dos drive-ins também é uma possibilidade não só para a exibição de filmes, mas também para outros tipos de evento, como shows, exposições, formaturas e cultos religiosos.

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